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Alemanha: Mais de metade dos utilizadores regulares de canábis estão abertos ao cultivo em casa

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Cerca de 51% dos utilizadores regulares e 40% dos utilizadores ocasionais estão abertos ao cultivo de canábis em casa. Um estudo da Prohibition Partners analisou mais de perto as tendências de cultivo doméstico pós-legalização na Alemanha e demonstrou ainda que uma parte significativa dos não utilizadores (90%) não tem qualquer interesse em cultivar canábis.

O estudo refere algumas razões por detrás do cultivo doméstico: 49% dos inquiridos querem ter controlo total sobre o que consomem, enquanto outros apreciam o valor estético da planta (37%) ou a capacidade de ter um stock pessoal em casa (28%).

O relatório explorou também as intenções de adesão das associações de produtores e o impacto mais amplo da legalização, nomeadamente em termos económicos: é esperado um crescimento significativo do mercado da canábis medicinal na Alemanha, com as vendas a atingirem 420 milhões de euros em 2024.

Os números aumentam para mais de mil milhões de euros em 2028. Após a adopção da CanG e da Lei MedCanG associada, o mercado alemão de canábis medicinal está a testemunhar um crescimento substancial, a que o resto da Europa não fica alheia.

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Associações e Clubes Sociais

As novas leis alemãs sobre a canábis suscitaram um enorme debate, especialmente em torno dos desafios da criação de associações e clubes sociais para a comercialização e venda de canábis. O relatório explora seis áreas regulamentares principais:

1. Permissão para cultivo e distribuição;
2. Cultivo orientado para a comunidade (sem fins lucrativos);
3. Transferência controlada e medidas de segurança;
4. Protecção de crianças e jovens e prevenção de dependências;
5. Comissões de adesão e cobertura de custos;
6. Monitorização e Conformidade Oficial.

De acordo com os PP, estas regras, embora centradas na protecção da saúde pública e na contenção do mercado ilícito, têm sido vistas como excessivamente rigorosas – tornando difícil para muitos estabelecer associações de canábis. Os controlos rigorosos sobre as oportunidades comerciais e a extensa burocracia são os principais obstáculos a um mercado efectivo de canábis na Alemanha.

No entanto, e em comparação com o primeiro trimestre de 2024, registou-se um aumento de 44% nas importações de canábis medicinal no segundo trimestre de 2024. Um recorde trimestral de 11.706 kg foram importados para a Alemanha no segundo trimestre, após a implementação do MedCanG a 1 de abril de 2024.

A Alemanha continuará a ser um mercado de canábis medicinal dependente da importação num futuro próximo, à medida que o número de doentes e a procura de canábis medicinal crescem. A esmagadora maioria da canábis medicinal na Alemanha está a ser importada do Canadá.

Milhares de médicos já prescrevem canábis medicinal na Alemanha 

A partir desta semana, os médicos alemães de 16 especialidades e cinco qualificações adicionais já podem prescrever canábis medicinal reembolsável sem aprovação prévia dos seguros de saúde.

As especialidades que já podem prescrever canábis sem autorização do seguro de saúde são:

  1. Medicina Geral;
  2. Anestesiologia;
  3. Ginecologia e Obstetrícia com foco na Oncologia Ginecológica;
  4. Medicina Interna;
  5. Medicina Interna e Angiologia;
  6. Medicina Interna e Endocrinologia e Diabetologia;
  7. Medicina Interna e Gastroenterologia;
  8. Medicina Interna e Hematologia e Oncologia;
  9. Medicina Interna e Infecciologia;
  10. Medicina Interna e Cardiologia;
  11. Medicina Interna e Nefrologia;
  12. Medicina Interna e Pneumologia;
  13. Medicina Interna e Reumatologia;
  14. Neurologia;
  15. Medicina Física e de Reabilitação;
  16. Psiquiatria e Psicoterapia.

Os médicos de outras especialidades poderão também prescrever canábis sem autorização das empresas de seguros se tiverem adquirido uma das seguintes qualificações adicionais:

  1. Geriatria;
  2. Terapia medicinal de tumores;
  3. Medicina paliativa;
  4. Medicina do sono;
  5. Terapia especializada da dor.

Para aprofundar estes insights e análises mais baseadas em dados, é possível descarregar o relatório completo sobre a Alemanha no site dos Prohibition Partners.